sábado, 13 de junho de 2009

Ate que fim uma palavra sóbria

Será???
Lula rejeita 3º mandato e defende alternância no poder
GOVERNO > PRESIDENTE QUER ELEGER ALGUÉM QUE FAÇA MAIS DO ELE
DOMINGOS TADEU/PR
presidente Lula esteve em Aracaju nessa sexta e voltou a negar a reeleição

Aracaju – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer nessa sexta-feira que não haverá terceiro mandato. “Não tem terceiro mandato. A alternância de poder é muito importante”, afirmou o presidente durante entrevista após solenidade de inauguração de obras de infraestrutura na capital sergipana. Durante o evento, Lula ficou no palanque à frente do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), que apresentou a emenda para o terceiro mandato.

Durante discurso, sem citar o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Lula declarou que quer eleger uma pessoa para fazer mais do ele fez. Depois de fazer um retrospecto das obras do governo, citando principalmente os investimentos em educação, o presidente disse que fez mais universidades do que muitos de seus antecessores e voltou a lamentar que não teve a oportunidade de se formar. “Mas formei meus quatro filhos”, disse.

Ele comentou ainda que os próximos presidentes vão olhar para trás e ver números. “Vão ver que um metalúrgico sem faculdade fez mais universidades do que os doutores que já governaram o país”.

Segundo Lula, a um ano e meio do fim do mandato, ainda há muita coisa para acontecer. “Fizemos muita coisa, não tudo que podia ser feito, mas mais do que imaginávamos que íamos fazer. Mas fizemos muito mais do que qualquer outro governo. E nesse um ano e meio ainda vai acontecer muito mais porque agora é que a máquina está engrenada. Agora que quebramos barreiras imensas”, disse.

O presidente voltou a dizer que não tem discutido o terceiro mandato porque acha que o Brasil não precisa disso. “Precisa consolidar a democracia e a alternância de poder é muito importante e eu já cumpri minha obrigação. Quero terminar meu mandato feliz e torcer para quem vem depois de mim”, completou.

Ele atacou ainda a elite brasileira que, segundo ele, sempre foi subordinada aos estrangeiros, reiterando que precisava ser eleito porque “queria provar que tinha mais competência do que eles para governar o país”.

No discurso de improviso, Lula disse que a elite achava “que nordestino só gostava de ser pedreiro. Não temos vergonha de ser pedreiro mas também queremos ser engenheiro”.

Pouco antes do discurso de Lula, o governador de Sergipe, Marcelo Deda, fez discurso inflamado em que falou de seus adversários e disse que, no seu governo, acabou a política do ódio e agora era só política da parceria.

O presidente Lula aproveitou para recomendar a Deda que não se preocupasse com a oposição ao seu governo. (AE)

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