Política
Edição de quinta-feira, 11 de junho de 2009
Edição de quinta-feira, 11 de junho de 2009
Quase meio bilhão em menos de 1 mês
Vinte e seis dias após aprovar empréstimo de R$ 300 milhões, AL libera mais R$ 167 mi para o governo pagar em 9 anos
Octávio Santiago // Especial para o Diário de Natal
Octávio Santiago // Especial para o Diário de Natal
Em menos de um mês, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte permitiu que o governo do estado adquirisse dívidas de quase R$ 500 milhões por meio de empréstimos ao BNDES e Banco do Brasil sem uma finalidade específica, sob a justificativa de substituir receitas orçamentárias que não foram geradas por causa da crise internacional. A última delas, de R$ 167 milhões, foi aprovada na tarde de ontem pelas bancadas de oposição e situação da Casa, contando apenas com um voto contra: o do deputado estadual José Dias (PMDB), declarado durante a discussão, mas não registrado em decorrência da sua ausência na hora da votação.
![]() Na sessão de ontem, situação e oposição votaram a favor do novo empréstimo |
Um outro fato que pesou na decisão do parlamentar foi a falta de detalhes quanto às áreas nas quais os recursos emprestados serão aplicados. "Só dizem que é para compensar perdas, mas ninguém sabe onde eles vão parar", comentou. O destino incerto do empréstimo, inclusive, apareceu no pronunciamento de outros deputados. José Adécio (DEM), por exemplo, relator do projeto na Comissão de Finanças e Fiscalização, última parada do empréstimo antes de chegar ao plenário, sugeriu que o dinheiro fosse aplicado em educação, saúde e segurança. Já o colega parlamentar Luís Almir (PSDB) pediu para que a nova dívida traga avanços na agricultura.
Antes mesmo do projeto ser aprovado na legislativo estadual, quando ainda estava em discussão nas comissões, a governadora Wilma de Faria (PSB) já tinha assinado a carta proposta dando início aos trâmites junto ao Bancodo Brasil, instituição credora do empréstimo aprovado ontem. Outros R$ 300 milhões, vindos do BNDES, foram consentidos pela Assembléia em meados de maio, com a mesma finalidade e também sem destino específico.


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