Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) disse ontem que determinou a abertura de processo administrativo contra o ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e o ex-diretor da Secretaria de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.
Agaciel Maia é acusado de ter dado ordens para que determinados atos administrativos fossem mantidos em segredo
Uma comissão de sindicância foi criada para investigar irregularidades no Senado, entre elas atos administrativos que não foram publicados, conhecidos como atos secretos. Segundo reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo em junho, Agaciel e Zoghbi davam ordens para que determinados atos administrativos fossem mantidos em segredo.
O preidente do Senado falou sobre a abertura de processo contra os ex-diretores após encontro com o arcebispo emérito de Brasília, dom José Freire Falcão, na residência do cardeal.
"O espírito de Sarney está tranquilo e aliviado", disse Lobão, ao deixar a residência. Já Ronaldo Costa Couto afirmou que não está mais envolvido com política e que foi apenas encontrar um "velho amigo".
Na última sexta-feira, atendendo a solicitação do ministro daJustiça, Tarso Genro, José Sarney designou um servidor para prestar esclarecimentos à Superintendência de Polícia Federal (PF) no Distrito Federal sobre o inquérito que investiga denúncias de corrupção nos contratos de empréstimo consignado na Casa.
O indicado foi o diretor da Secretaria de Controle Interno do Senado, Eduardo Torres, que repassará os documentos e as "informações necessárias" à Polícia Federal, responsável pelo inquérito que foi iniciado pela Polícia do Senado.
Na primeira fase das investigações, a Polícia Legislativa pediu o indiciamento de quatro pessoas, entre elas o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi.
Ainda na sexta-feira, o ministro Tarso Genro informou que a PF vai investigar funcionários e serviços terceirizados, e não senadores ou deputados. "A PF só vai investigar deputados e senadores se houver determinação do Supremo (Tribunal Federal).
Em suas averiguações ordinárias, a Polícia Federal investiga servidores, empresas e lobistas que tenham algum tipo de influência. Quando há parlamentares incluídos, a PF só age por determinação do Supremo, a pedido do Ministério Público", completou Tarso, negando que haja algum constrangimento em investigar um presidente do Poder Legislativo.
Fonte: Diário de Natal

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