domingo, 5 de julho de 2009

Enquanto isso !!!!!!

Assessoria dá duas versões sobre omissão de imóvel
Brasília – A assessoria de imprensa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), precisou buscar nessa sexta-feira duas versões para explicar a omissão na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral da casa em que o senador mora em Brasília, avaliada em cerca de R$ 4 milhões, como revelou o jornal O Estado de S.Paulo. Uma terceira versão – de erro técnico – já havia sido dada quinta-feira à reportagem, antes de o episódio ser revelado. No final, o contador foi responsabilizado.

A assessoria alegou “esquecimento” por parte do funcionário da contabilidade, cujo nome não foi revelado, para justificar a ausência da casa na Justiça Eleitoral, único mecanismo em que o eleitor pode acompanhar o patrimônio de um candidato.

A primeira nota, divulgada no início da tarde, afirmava que na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, em 2006, foi usada a “mesma lista de bens” fornecida nas eleições de 1998, quando a casa, situada em zona nobre de Brasília, não foi incluída. Isso acabou deixando o imóvel de fora da declaração da última eleição, um “equívoco” do contador, segundo a nota. Minutos depois, a assessoria voltou atrás. Foi confrontada com uma contradição. Sarney não apresentou a mesma lista em 1998 e 2006. Seis bens incluídos em 2006 não estão em 1998 – um sobrado e quatro terrenos, além de cotas de um shopping. E seis bens relacionados em 1998 ficaram de fora em 2006 – duas casas, um terreno, uma propriedade rural, um automóvel e benfeitorias em um sítio.

Surgiu, então, outra versão. Nova nota distribuída à imprensa tratou como mais um “equívoco” a explicação anterior. “O erro cometido na declaração de bens do senador José Sarney à Justiça Eleitoral em 2006 não foi, como afirmado, a repetição da lista de bens de 1998, mas a omissão da casa, por esquecimento, depois de feita a atualização patrimonial”.(AE)
Fonte: Gazeta do Sul

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