segunda-feira, 13 de julho de 2009

Betinho defende alternativa para reduzir desigualdades

Ao participar do Fórum Extensão Tecnológica dos Institutos Federais promovido pela Câmara Federal, o deputado federal Betinho Rosado (DEM/RN) exaltou o conhecimento como fundamental para o combate às desigualdades regionais. "A política de levar o ensino tecnológico para as diversas regiões brasileiras, sobretudo no interior nordestino, merece todo o esforço do Governo, nas suas mais diversas vertentes, pois é um tema que abrange não apenas a área de educação, mas também ciência e tecnologia, trabalho, indústria e comércio, agricultura e agronegócio, entre outras", afirmou o deputado que é filiado aos Democratas do norte-rio-grandense.
Como debatedor do Painel 'Desafios da Extensão Tecnológica no País', Betinho disse que o conhecimento gerado pelos cursos de extensão, ou profissionalizantes, é essencial para a inovação das pequenas e médias indústrias, além de resgatar uma dívida com a população afastada das capitais, quase sempre excluída e marginalizada. "Este debate é necessário e oportuno para compartilharmos ideias e soluções sobre como disseminar o conhecimento técnico e científico para uma população que, historicamente, sempre teve menos oportunidades de qualificação", lembrou o deputado federal Betinho Rosado em seu pronunciamento.
Segundo o parlamentar, há dois anos o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica lançou um completo estudo sobre capacitação tecnológica no País. Nele, estão citados os mais diversos programas implementados pelo governo e setor privado, entre os quais o Programa de Apoio à Extensão Universitária do MEC; o Programa de Bolsas de Extensão do CNPq; o sistema "S" e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. No entanto, após profunda análise, o estudo conclui que as ações são esparsas, os recursos são prejudicialmente pulverizados e estão sujeitos à instabilidade das transições políticas, além do alcance ainda ser pouco significativo diante da demanda.
Entre as recomendações do estudo, a aprovação de legislação de maior envergadura, que alcance princípios, programas e financiamento, além de dois focos prioritários de atuação: a indução do desenvolvimento das regiões menos favorecidas e o foco na promoção das vocações locais de cada estado, município ou localidade. Essas medidas, de acordo com o parlamentar estão contempladas no Projeto de Lei no 7.394, de 2006, que está a três anos aguardando deliberação na Câmara dos Deputados.
"O projeto estabelece uma rede de capacitação tecnológica, envolvendo os seus mais diversos atores e interessados. Votando este projeto, estaremos oferecendo ao Executivo as ferramentas para que se faça um PAC da Extensão Tecnológica neste País. É certo que os institutos de Educação, Ciência e Tecnologia, cuja estrutura foi ampliada por meio de lei sancionada no final do ano passado, é relevante. Porém, os 38 institutos e seus campi não serão suficientes para equacionar demanda de tamanha envergadura", acrescentou o deputado federal Betinho Rosado.

Deputado federal do RN cobra maiores definições

Na sua explanação, Betinho disse ser preciso, antes de tudo, definir fontes de financiamento permanentes, como o FAT e o FNDCT, bem como, juntamente com o Ministério do Trabalho, construir um programa de extensão que seja associado a políticas de geração de emprego e, aliado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, estabelecer políticas indutoras de capacitação e inovação nas pequenas e microempresas. "Além dessas providências, precisamos aprofundar o mapa das vocações, respeitando a potencialidade econômica de cada região", frisou. No final, Betinho lembrou que um país com gigantescas riquezas naturais, milhões de hectares de terras agricultáveis e um povo talentoso e trabalhador, não poderia apostar tão-somente em políticas públicas em que se 'dê o peixe, mas não se ensine a pescar'. "Os Institutos Federais de Educação, os centros estaduais de educação tecnológica, as escolas técnicas, os sistemas da indústria e do comércio, os cursos de extensão nas universidades, os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT), os centros de inclusão digital e diversos programas de bolsas de extensão comunitária, integram o cardápio de opções para a construção de uma Nação com distribuição de renda e sem fome", concluiu o parlamentar potiguar.
Fonte:Gazeta do Oeste

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