segunda-feira, 8 de junho de 2009

DEM em ação

Agripino: PEC do 3º mandato "nasceu morta"
Líder dos democratas no Senado diz que a proposta serve apenas para "entretenimento"


Brasília - Uma tese que nasceu morta e que serve apenas para entretenimento. Assim definiu o líder do DEM, José Agripino Maia, a proposta de emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), que abre caminho para um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Criticada pela oposição e base do governo a matéria tem outro grande empecilho: os prazos previstos nos regimentos da Câmara e do Senado para tramitação.


Crítico da proposta que abre caminho para mais uma reeleição do presidente Lula, senador do DEM lembra que a matéria não terá tempo para tramitação
Pela lei eleitoral em vigor, qualquer mudança nas regras para as eleições do ano que vem terá que ser aprovada até o fim de setembro deste ano. De 17 de julho a 3 de agosto, o Congresso entra em recesso.

A PEC foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), na sexta-feira para a análise de sua admissibilidade, ou seja, se não fere a Constituição. O prazo para votação é de até cinco sessões. Na próxima semana, em tese, a CCJ pode reunir-se na terça-feira e na quarta-feira para deliberar sobre a matéria, caso julgasse o assunto prioritário e consensual.

Uma vez aprovada na próxima semana, véspera do feriado de Corpus Christi e sem qualquer pedido de vista (análise da matéria), a proposta de terceiro mandato voltaria à Mesa Diretora no dia 15 de junho, quando o presidente Michel Temer já poderia designar uma comissão especial para analisar a matéria.Esta comissão, por sua vez, teria um prazo de até 40 sessões para analisar, propor emendas ao texto e deliberar. Nas primeiras dez sessões, destinadas à apresentação de emendas, não se pode fazer qualquer deliberação. Ou seja, se considerada a hipótese de realizações de três sessões por semana - terça, quarta e quinta - a tese do terceiro mandato estaria pronta para a apreciação, na comissão especial, a partir do dia 2 de julho.

Se a matéria fosse consenso entre os partidos, o que não é o caso - tomando por base as sessões deliberativas que não incluem a segunda-feira e a sexta-feira -, no dia 7 de julho a PEC estaria pronta para votação na comissão especial da Câmara. Aprovada, a proposta seguiria para discussão e deliberação do plenário.

Emendas à Constituição Federal têm que ser deliberadas em dois turnos, tanto na Câmara quanto no Senado. Para que seja aprovada, são necessários os votos de três quintos dos 513 deputados e 81 senadores.
Por Júnior Maia

Um comentário:

  1. É por isso que eu digo, José Agripino é o cara, Eu fico pensando o que seria desse país sem a oposição dessa figura, Ele pisa a onde é pra pisar, Ele mostra o que tem que se mostrar.

    ResponderExcluir