
Estou muito feliz e orgulhoso porque nossas bancadas na Câmara e no Senado não aceitam discutir os quatro projetos de lei que estabelecem as novas regras para exploração do pré-sal no regime de urgência constitucional, ou seja, em 90 dias, como queria o governo Lula.
A pressa não se justifica. Ainda mais quando todo o mundo sabe que a idéia é mudar integralmente o modelo atual de exploração, tributação, concorrência e partilha dos recursos obtidos com a extração de petróleo no Brasil. Mais: o governo está exigindo a emissão de R$ 100 bilhões em dívida pública para pôr o novo modelo de pé.
O Congresso tem de refletir muito antes de impor este enorme custo ao país. Deve lembrar, a propósito, que o atual modelo nada tem de errado, tanto que garantiu todas as conquistas da Petrobras na última década. A mudança afeta toda a sociedade, detentora das riquezas do subsolo do país. Sim, é isto mesmo, essa riqueza é do povo brasileiro, não é do governo.
Nossas bancadas querem discutir os projetos com calma. É assim que a gente faz quando estão em jogo os interesses nacionais. Devemos ouvir, democraticamente, a voz dos Estados, dos municípios, dos trabalhadores, dos consumidores, dos empresários, dos ambientalistas e dos técnicos.
Vamos saber os detalhes, os custos e a dimensão das reservas. E vamos separar verdades e mentiras a respeito do pré-sal. Como vocês podem ver, nossos deputados e senadores estão agindo em defesa do interesse público. E todos nós temos motivo de sobra para nos orgulhar deles. Palavra de presidente.
Um forte abraço,

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