segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dilma x Lina // Aleluia: caso é muito grave

O vice-presidente nacional do Democratas, deputado José Carlos Aleluia (BA), considerou da maior gravidade as denúncias da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, de que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, lhe pediu para encerrar logo um processo de investigação numa empresa privada.
"Esse é mais um crime cometido pela ministra", dispara José Carlos Aleluia
"Esse crime é mais grave do que a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa", disse o líder democrata. Dilma afirmou que jamais esteve a sós com Lina, que não houve reunião no Planalto e que não fez pedido nenhum. Desafiou a ex-secretária a provar o que havia afirmado.
A chefe de gabinete do secretário da Receita Federal, Iraneth Dias Weiler, revelou à Folha de São Paulo detalhes das declarações que a ex-secretária Lina Maria Vieira faz sobre encontro que teria tido com a ministra Dilma Rousseff.
Para Aleluia, esse novo escândalo no governo Luiz Inácio Lula da Silva é mais grave do que a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, cuja acusação recaiu sobre o então ministro da Fazenda Antonio Palocci, que acabou demitido da pasta em face das pressões da sociedade.
"Esse é mais um crime cometido pela ministra: isso é crime financeiro e tráfico de influência. Para não dizer improbidade administrativa e descumprimento do código de ética", disparou Aleluia. O democrata lembrou que algumas coisas devem ser sagradas no dia-a-dia de um cidadão, como a consciência de que não pode interferir no trabalho de outros agentes públicos e nem usar de sua influência para favorecer alguém.
O cidadão comum, pequeno empresário, lembrou Aleluia, tem sua empresa fiscalizada, e a família Sarney, por ter amizade com a ministra, obteve um pedido "especial" para que não houvesse investigação. "O negócio é ser amigo de Dilma", indignou-se. A ex-secretária Lina Vieira vai prestar esclarecimentos sobre o episódio no Senado. Os parlamentares querem saber se Lina fala a verdade.
Fonte: Diário de Natal

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