Conselho absolve deputado do castelo
Brasília – Acusado de usar dinheiro público para salvar suas empresas da falência, o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) foi ontem absolvido, em definitivo, no Conselho de Ética da Câmara. Depois de rejeitar, na semana passada, a proposta de cassação do mandato do deputado, o Conselho derrubou ontem, por sete votos a três, o novo relatório que previa uma pena mais branda, de suspensão das prerrogativas de parlamentar por apenas quatro meses. Houve três abstenções.
Além dos deputados que já tinham votado pela absolvição anteriormente, alguns que eram favoráveis à cassação desta vez ajudaram a rejeitar a pena branda, sob argumento de que seria um prêmio, não punição. “Me apliquem essa pena se algum dia eu cair”, criticou o deputado Ruy Pauletti (PSDB-RS). Para ele, a simples suspensão de prerrogativa, mantendo-se o salário de R$ 16,5 mil mensais e o status do deputado, como previa o relatório, seria uma atitude “hipócrita e irresponsável”. “
Dono de um prédio em forma de castelo, em Minas, de valor estimado em R$ 25 milhões, Moreira usou praticamente toda a verba de representação do seu gabinete, de R$ 15 mil mensais, na contratação de serviços de segurança junto a empresas de sua propriedade, no período de maio de 2007 a janeiro de 2009. Ouvido pela Corregedoria, o deputado alegou que suas empresas estavam à beira da falência, mas negou ter cometido irregularidade porque os serviços teriam sido prestados e o regimento da Casa não proíbe esse tipo de contrato. (AE)
Por : Júnior Maia
quinta-feira, 9 de julho de 2009
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