sexta-feira, 26 de junho de 2009

O trágico sistema de cotas raciais

O Brasil passa por momentos cada vez mais difíceis. Resseção mascarada, miséria em diversas partes do país, recursos públicos mal utilizados, atos secretos no senado federal, saúde sucateada e, enquanto isso, o governo pensa apenas em projetos populistas de olho nas eleições de 2010. Um grande exemplo são as cotas raciais.

O brasileiro, apesar de todos os males que o assola, é um ser corajoso, persistente e determinado. Um povo miscigenado, com características próprias. Não podemos afirmar que somos uma sociedade sem preconceitos, mas, estamos longe de muitos países separatistas.

Acredito que o problema educacional ou a falta de empregos não estão ligados a cor de uma raça, a um tipo de religiosidade que se segue, um ideário que se luta, mas sim, a falta de políticas públicas efetivas. No que tange a gestão de políticas sociais, por exemplo, mal se encontram conceitualizações sobre o assunto ou um arcabouço teórico que direcione trabalhos científicos e efetivos.

Vejo as cotas raciais como a maior divisão antropológica da sociedade brasileira. Hipoteticamente afirmo que estas medidas elevarão os índices de preconceito, reduzirão a tolerância nas relações inter-raciais e dividirão as pessoas em subgrupos: dos brancos, dos amarelos, dos vermelhos, dos negros... Nas empresas, associações, escolas e universidades.

Mais da metade das famílias brasileiras possuem ou possuíram negros em suas linhagens genéticas, então, como definir quem merece ou não a cota racial? Grupos favoráveis afirmam que o programa irá equilibrar as desigualdades sociais, mas, quais estudos comprovam tal teoria? O sistema de cotas surgiu nos Estados Unidos, mas pouco durou, foi proibido pela Suprema Corte por aumentar à desigualdade social.

Sem ignorar o assunto, acredito que o caminho certo sejam as cotas sociais. De forma mais justa, atenderão as pessoas de baixa renda. Avançar na inclusão, não na divisão. Este tipo de programa já é uma realidade em alguns países africanos.

Precisamos debater o assunto sem paixão, buscar estudos científicos e não permitir que o sistema de cotas raciais cause a maior divisão da história da sociedade brasileira.
Por Júnior Maia

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