O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) afirmou ontem que o fato do seu pai ser o primeiro suplente da senadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM) não será decisivo para que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro apoie a postulação da senadora para o governo do Rio Grande do Norte nas eleições do próximo ano. Entrevistado ontem na estreia do programa Jornal da Manhã (95 FM - Natal), o parlamentar peemedebista afirma que essa questão já foi discutida com o seu pai, o ex-deputado estadual Garibaldi Alves. O suplente, de acordo com o senador, disse que o caminho que for mais viável para a reeleição do seu filho, ele acatará o que for decisivo pelo comando dos peemedebistas norte-rio-grandenses.
"Isso pode até pesar, mas não é decisivo para mim. Estou buscando um mandato popular e meu pai está envolvido nesta circunstância. Mas ele já me disse que a decisão é minha. Ele me liberou para qualquer decisão", disse o senador Garibaldi Alves Filho, esclarecendo que esse posicionamento no que se refere ao embate eleitoral do próximo ano deverá ser definido apenas em janeiro. De acordo com o parlamentar, isso teria sido acertado com o presidente do PMDB no Rio Grande do Norte, deputado federal Henrique Eduardo Alves. "Quando janeiro chegar, nós vamos, então, procurar saber dos nossos companheiros que aliança eles desejam. Porque não temos candidatos próprios", afirmou Garibaldi Filho.
O parlamentar também negou que em reunião recente o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tivesse classificado de inadmissível a possibilidade de uma aliança do senador com os Democratas no Estado. De acordo com Garibaldi Alves Filho, o que houve de maior relevância foi apenas um encontro com Lula no qual ele perguntou informalmente se a aliança com o PSB seria feita em nível de Rio Grande do Norte. E que o diálogo não teve qualquer tipo de prosseguimento.
Ainda na entrevista de estreia do Jornal da Manhã, o senador Garibaldi Alves Filho também foi perguntado a respeito da crise do Senado da República. O parlamentar explicou que não quis criticar a oposição quando declarou "no Senado ninguém é santo". Mas apenas a tentativa de reformulação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. "Porque pelas exigências ninguém vai passar", disse o senador peemedebista.
E acrescentou: "Os partidos que têm maioria na Casa bancam as decisões no Conselho de Ética. Aliás, há uma cogitação, que eu acho deve ser levada em conta, é que a Justiça deve julgar os parlamentares. Os parlamentares acham que isso é uma diminuição diante dos outros poderes. Eu concordo que se não tiver a alternativa do Conselho de ética, deveria haver essa alternativa. O processo teria de sofrer certa triagem dentro do Legislativo. Teria que haver a provocação dentro do Poder Legislativo do Brasil".
Senador do PMDB desmente Carlos Augusto Rosado
Ao afirmar que a condição de suplência do seu pai, o ex-deputado Garibaldi Alves, seria condicionante para a composição que será feita pelo seu partido, o senador peemedebista contradiz o presidente do diretório municipal dos Democratas (DEM), Carlos Augusto Rosado, que chegou a declarar à imprensa de Mossoró que Garibaldi Filho concentraria os seus esforços no sentido de viabilizar a aliança DEM-PMDB exatamente para que o seu pai assumisse uma cadeira no Senado da República.
O posicionamento externado por Carlos Augusto Rosado causou um grande mal-estar nas hostes peemedebistas. Coube ao dirigente maior da legenda no Estado, deputado federal Henrique Eduardo Alves, reagir às declarações do ex-deputado afirmando que não faz parte da história do PMDB potiguar usar questões pessoais e familiares para se construir alianças políticas com vistas a um processo eleitoral. Mesmo com a reação de Henrique, não houve desmentido por parte do dirigente local do DEM.
O senador Garibaldi Alves Filho também considerou deselegante as declarações feitas pelo presidente do DEM mossoroense. O senador peemedebista classificou como deselegantes as colocações feitas pelo marido da senadora Rosalba Rosado. A partir do mal-estar gerado pela entrevista de Carlos Augusto Rosado, nos bastidores, começou a se observar que houve um esfriamento nas relações PMDB-DEM no Estado.
Fonte: Gazeta do Oeste
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